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Sintomas da falta de governança no Ambiente GIS que você precisa saber

Governança Ambiente GIS

Sabe aquele ditado que diz que não existe almoço grátis? Ou aquele outro que diz que uma hora a conta chega? Oh se chega, com juros e tudo mais. Esses ditos são grandes verdades e se aplicam a vários assuntos, mas vamos falar um pouco sobre gestão e governança do seu Ambiente GIS, ou melhor ainda, quais são as consequências e sintomas da falta de governança e gestão de seus recursos.

Se chegou diretamente neste artigo, convido a ler os anteriores, onde falamos sobre O que você deve saber antes de decidir quem deve administrar seu ambiente GIS e O que é Governança de Ambiente GIS e qual a sua importância. Após entender os conceitos básicos sobre Governança de Ambiente GIS, vamos nos aprofundar um pouco mais: 

Quando eu ouço frases do tipo “aqui a gente gosta de ter liberdade”, “todo mundo pode acessar o servidor”, “a gente não gosta de burocratizar”, “a gente planeja enquanto faz, “temos muitas demandas, não dá tempo de documentar” ou “temos muitas demandas, não dá pra seguir processo”, logo penso, estão postergando, mas uma hora a conta chega.

Primeiro sintoma: Escassez dos recursos

Um dos primeiros sintomas é a escassez dos recursos, sejam eles equipamentos, servidores, licenças, softwares ou profissionais com o conhecimento necessário. Geralmente começa com o “está tudo muito lento, precisamos melhorar o servidor” e quem acha caro adquirir um hardware melhor, se prepara para quando vier a conta do licenciamento.

A gente só faz gestão porque os recursos são finitos, se os recursos fossem infinitos não precisaria de gestão, se o dinheiro fosse infinito, comprava mais servidor, mais licenças, contratava mais profissionais e tudo se resolvia! Mas no mundo real, as áreas têm orçamento, tem head count e a conta chega, e tipicamente chega no pior momento, quando as demandas estão crescendo, quando a área de GIS está ganhando importância e notoriedade e todo o árduo trabalho fica em risco.

Segundo sintoma: Migração

Este outro sintoma tem data marcada para aparecer, na hora da migração! É na hora da migração ou atualização de versão que se percebe o tamanho do passivo gerado, se percebe a quantidade de aplicações, scripts, toolbox e processamentos não documentados.

Não se sabe ao certo quais serviços precisam ser publicados, quais documentos de mapa foram utilizados, quais fontes de dados eles utilizam, quais versões das APIs. Quais batches são executados, com que frequência e com qual propósito. Quais dados estão no Geodatabase corporativo, quais estão no DataStore, tem alguma coisa que vem de algum outro lugar? Quem criou, quem mantém, quem usa essas aplicações, mapas e geoprocessamentos? Na melhor das hipóteses, cada script ou aplicação tem sua documentação própria e não segue um padrão corporativo.

E na hora de migrar, fazer um inventário de todas essas informações, analisar os possíveis impactos, priorizar, criar o plano de migração, plano de testes e o plano de rollback exigem bem mais esforço. Não existe almoço grátis, nessa hora vem a conta com juros.

Conclusão

É preciso buscar um equilíbrio entre a liberdade que tanto se preza com gestão e governança. Ter o mínimo de processos e padronização, e a equipe técnica que ficar responsável por isso precisa entender os impactos que cada escolha tem no negócio. Evite o Paradoxo de Tostines: custa caro porque não tem governança ou não tem governança porque custa caro?!

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Alaor Bianco

Escrito por

Alaor Bianco 

Diretor de Tecnologia e Produtos na OPT

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